Fluxo migratório gera preocupação em autoridades e entidades e é tema de reunião na Câmara

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Autoridades e entidades de São Lourenço do Oeste manifestaram grande preocupação com a presença cada vez maior de migrantes no município. O tema foi debatido em uma reunião realizada na Câmara Municipal, e coordenada pela Comissão de Educação, onde participaram os vereadores Rennã Fedrigo, Marlice Perazoli e Edson Ferrari, além de representantes das secretarias de Educação, Assistência Social e Saúde, da Câmara de Dirigentes Lojistas e Associação Empresarial e Cultural de São Lourenço do Oeste (Acislo). 

Filipe Martins, coordenador da Vigilância Sanitária, comenta que a preocupação na área da saúde é quanto aos atendimentos prestados aos estrangeiros, tendo em vista o número cada vez maior dessas pessoas e que a pasta já não está suprindo a demanda existente. Conforme ele, são 27.600 cadastros vinculados à saúde municipal, sendo 1155 migrantes, ou seja, 4,2% do total. 

O maior número de estrangeiros em São Lourenço do Oeste tem como país de origem a Venezuela. Na saúde por exemplo, são 1052 cadastros de venezuelanos. Mas, há também migrantes da Argentina, do Paraguai, do Uruguai, da Colômbia, do Haiti, de Cuba, Noruega, entre outros. Filipe ainda pondera que em 2022 foram 349.170 procedimentos realizados pela saúde municipal, sendo 10211 em migrantes, o que representa 3% do total. Já em 2023, até o início de maio, foram 135701 procedimentos, e 6585, em migrantes, ou seja, 5% do total. “Sabemos da dificuldade que essas pessoas encontram em seus países de origem e que buscam por melhores condições de vida e moradia, porém, o nosso município não tem condições de manter toda essa população”, disse. 

Na assistência social a preocupação também existe. Conforme a coordenadora do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), Viviane Erbes, estão cadastrados na pasta 1185 venezuelanos, 32 paraguaios, 21 haitianos, 18 argentinos, nove cubanos, quatro uruguaios e três peruanos e colombianos. “Temos ainda 68 famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família”, afirma. 
Nas escolas municipais, conforme as informações da Secretaria de Educação, são 286 alunos estrangeiros matriculados. 

O presidente do legislativo, Rennã Fedrigo, ressalta que esse é um tema que precisa de atenção. “A preocupação é de um colapso do sistema público, tendo em vista que os atendimentos têm aumentado e a equipe segue com o mesmo número de servidores, não conseguindo atender a crescente demanda”. 

Para a Acislo o assunto é de extrema importância e deve ser debatido para melhor avaliar a situação destes imigrantes e para salvaguardar os interesses da sociedade e comunidade local como um todo.

O grupo de trabalho realizará um próximo encontro no dia 28 de junho, novamente na Câmara Municipal para seguir debatendo este tema.
Publicada em 22/05/2023

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